"Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos." (Albert Einstein)

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sábado, 31 de outubro de 2009

A VIDA É MUITO CURTA


A vida é muito curta para acordar com arrependimentos.


Ame as pessoas que te tratam bem.

Ame também àqueles que não, só porque você pode.

Acredite que tudo acontece por uma razão.

Se tiver uma segunda chance, agarre com as duas mãos.

Se isso mudar sua vida, deixe acontecer.

Beije devagar.

Perdoe rápido.

Deus nunca disse que a vida seria fácil.

Ele simplesmente prometeu que valeria a pena.

Diga sempre:




Essa mensagem foi recebida em um email. Infelizmente, não sei o autor. Divirtam-se com ela. E siga seus conselhos. Abraços, amigos.

MUITOLEGAL: Passeio Ecológico

O professor de Geografia, Fernando, da E. E. Dr. Carlos Albuquerque, promoveu um passeio ecológico muito interessante e educativo no dia 26 de outubro. Eu acompanhei. Visitamos a OVIVE - Organização Vida Verde - ONG, uma instituição sem fins lucrativos e a favor da preservação da natureza.

A OVIVE fica no Parque Sapucaia em um sítio particular, muito bem situado e com uma paisagem linda. Os alunos assistiram a uma palestra e ainda puderam desfrutar de um passeio pela mata do Sapucaia. Valeu Fernando! A turma toda agradece.






Só um lembrete do Quintana .....

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta,

devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'


Mário Quintana

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Qual a diferença entre neologismo e estrangeirismo?


No poema Neologismo, Manuel Bandeira (1886-1968) diz:


"Beijo pouco, falo menos ainda
Mas, invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
 E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora"


No caso, o poeta criou o verbo "teadorar". A nova palavra chama-se de neologismo. Neo, prefixo grego que significa "novo", une-se a logo, do grego logos, que exprime a ideia de palavra, e a ismo, sufixo também grego (ismos), que forma substantivos. Sempre que necessário, palavras podem nascer. Por causa do Twitter (nome em inglês do microblog que conecta o autor com sua rede de contatos), surgiram "tuiteiro" (para nomear o usuário) e "tuitar" (a ação que faz aquele que usa o serviço). Mesmo que baseadas em vocábulos estrangeiros, as novas palavras obedecem às regras da língua portuguesa. No caso de tuiteiro, o processo foi o de acrescentar o sufixo "eiro", próprio para formar termos que designam o agente numa profissão ou atividade. Já estrangeirismo é o emprego de palavras, expressões e construções alheias ao idioma tomadas por empréstimos de outra língua. A incorporação do estrangeirismo se dá por um processo natural de assimilação de cultura ou contiguidade geográfica. No mundo globalizado, as línguas se interpenetram, favorecendo as importações, como nas palavras leasing, marketing, shopping center e delivery. Não emprestamos só do inglês. Também do francês (bouquet, abat-jour...), do italiano (mezzanino, influenza...) e do japonês (sushi, ikebana...). Alguns estrangeirismos se aportuguesam (como em soutiens e sutiã, goal e gol) e outros mantêm a grafia do idioma de origem (como madame).


Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ENGLISH: 400 PALAVRAS NUM MINUTO


O texto abaixo foi extraído de um email que circula na Internet e tem algumas informações interessantes. Confira! Como aprender a escrever 400 palavras em Inglês em apenas um minuto. Se você pensa que estou brincando, experimente ler toda esta matéria e depois me conte. Comece logo a estudar Inglês que, diferentemente do que você pensa, é extremamente fácil de aprender. Bastando apenas a seguir regrinhas elementares.

Mas, antes de tudo, quero explicar que as regras abaixo apresentam uma ou mais exceções, o que demonstra duas coisas: primeiro que tais exceções só servem precisamente para confirmar as regras e, segundo que é bem preferível, errar numa ou noutra ocasião e aprender 400 palavras em inglês num minuto, do que ficar preocupado com a rara exceção… e não aprender nada.

Regra 1

Esta regra não funciona para palavras como: verdade, idade, felicidade. Antes de enviar um comentário, lembre-se que, conforme foi citado no início do post, existem milhares de exceções para as regras aqui publicadas.

Para todas as palavras em português que terminem em DADE (como a palavra cidade) retire o DADE e coloque em seu lugar TY e assim CIDADE passou a ser CITY. Vejamos agora um pouco das cento e tantas palavras que você já aprendeu nestes primeiros vinte segundos de leitura deste artigo:

CIDADE = CITY
VELOCIDADE = VELOCITY
SIMPLICIDADE = SIMPLICITY
NATURALIDADE = NATURALITY
CAPACIDADE = CAPACITY

Regra 2

Mais algumas exceções, esta regra não funciona para palavras como: coração, refeição, ação e por aí vai.

Para todas as palavras em português que terminem em “ÇÃO” (como a palavra NA-ÇÃO) tire fora o “ÇÃO” e coloque em seu lugar “TION” e assim a palavra NAÇÃO passou a ser NATION (as respectivas pronúncias não importam no momento, e além disso você estaria sendo muito malcriado querendo exigir demais num curso de inglês grátis pela internet!). Vejamos agora algumas das centenas de palavras em que a imensa maioria delas se aplica a essa Regra:

SIMPLIFICAÇÃO = SIMPLIFICATION
NAÇÃO = NATION
OBSERVAÇÃO = OBSERVATION
NATURALIZAÇÃO = NATURALIZATION
SENSAÇÃO = SENSATION

Regra 3

Exceções: demente, futuramente entre outras.

Para os advérbios terminados em “MENTE” (como a palavra NATURALMENTE), tire o “MENTE” e em seu lugar coloque “LLY” (e assim a palavra passou a ser NATURALLY. Quando o radical em português termina em “L”, como na palavra TOTALMENTE, acrescente apenas “LY”). Veja agora abaixo algumas delas:

NATURALMENTE = NATURALLY
GENETICAMENTE = GENETICALLY
ORALMENTE = ORALLY

Regra 4

Para as palavras terminadas em “ÊNCIA” (como no caso de ESSÊNCIA), tire o “ÊNCIA” e em seu lugar coloque “ENCE”. Eis algumas delas abaixo:

ESSÊNCIA = ESSENCE
REVERÊNCIA = REVERENCE
FREQÜÊNCIA = FREQUENCE
ELOQÜÊNCIA = ELOQUENCE

Regra 5

E para terminar esse artigo, ficando ainda com mais água na boca, aprenda a última e a mais fácil delas (há um monte de outras regrinhas interessantes, mas não disponho aqui de espaço para tudo). Para as palavras terminadas em “AL” (como na palavra GENERAL) não mude nada, escreva exatamente como está em português e ela sai a mesma coisa em inglês.

NATURAL = NATURAL
TOTAL = TOTAL
GENERAL = GENERAL
FATAL = FATAL
SENSUAL = SENSUAL

Conforme você acaba de ver, a menos que seja um leitor preguiçoso e lento, não foi preciso gastar mais de um minuto para aprender 400 palavras em inglês. Façam o favor de dar crédito a quem lhes revelou a dica, tá? Mas não espalhem, senão o mundo vai aprender o idioma em 30 dias.

Autor da dica: Mario Giudicelli, jornalista.
Artigo retirado do site www.englishexperts.com.br

domingo, 18 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

LINGUAGENS: O que é indisciplina

Por trás desse problema - visto pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação -, há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das estratégias de ensino

Sua paciência está por um fio. A garotada voa pelos corredores, conversa em sala, briga no recreio, insiste em usar boné e em trazer para a sala materiais que não são os de estudo. Cansado e confuso, você se sente com os braços atados e a autoridade abalada. Não suporta mais as cenas que vê e não sabe o que fazer. Quer obediência! Quer controle! Quer mudanças no comportamento dos alunos!

Calma... Respire... Se você sonha com uma turma atenta e motivada, a primeira mudança necessária talvez esteja em você. É hora de rever sua ideia de indisciplina e o que há por trás dela. Pesquisa realizada por NOVA ESCOLA e Ibope em 2007 com 500 professores de todo o país revelou que 69% deles apontavam a indisciplina e a falta de atenção entre os principais problemas da sala de aula. Doce ilusão! O comportamento inadequado do aluno não pode ser visto como uma causa da dificuldade para lecionar. Na verdade, ele é resultado da falta de adequação no processo de ensino.

Para que você avance nessa reflexão, é preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra. O primeiro são as morais, construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada. Ela necessariamente varia de escola para escola ou ainda dentro de uma mesma instituição, conforme o momento. Afinal, o diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina se ele se referir ao conteúdo tratado no momento, certo?

Não é fácil distinguir entre moralidade e convenção. Frequentemente, mistura-se tudo em extensos regimentos que pouco colaboram para manter o bom funcionamento da instituição e o clima necessário à aprendizagem em sala de aula. "As crianças não enxergam a utilidade de um regimento ou dos famosos combinados que não se sustentam. Elas não sentem a necessidade de respeitá-los e acabam até se voltando contra essas normas", explica Ana Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A situação piora ainda mais se essas convenções se baseiam em permissões, proibições e castigos sem nenhum tipo de negociação. Se isso funcionasse, as escolas estariam todas em paz. Esse caminho - o mais comum - é tão claramente ineficaz que se tornou um dos principais motes das tirinhas de Calvin, o personagem questionador e cheio de personalidade criado pelo cartunista norte-americano Bill Watterson. Desde 1985, ele dá um baile na professora, mesmo sendo advertido constantemente. Nesta reportagem especial, você verá que as situações vividas por ele refletem uma concepção equivocada, por parte da escola, sobre as causas da indisciplina e as formas de lidar com ela.


FALTA DE AUTORIDADE O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.
(Universal Press Syndicate)

(Artigo de Beatriz Vichessi, Revista Nova Escola)

ENEM: Novo método de avaliação do exame


Conheça a TRI, método de avaliação do Enem capaz de descobrir 'chutes' na prova
Sistema vê se candidato assinalou uma alternativa aleatoriamente ou não

Imagine que você e um amigo acertaram o mesmo número de respostas na prova do Enem. Estão empatados, certo? Provavelmente não. Com a nova metodologia de avaliação do exame, adotada a partir deste ano, é impossível usar o número de acertos para saber a nota.

Essa novidade tem nome estranho, chama-se Teoria de Resposta ao Item (TRI), e é o método escolhido pelo governo para avaliar o resultado do Enem. Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões que o estudante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto.

As perguntas são divididas em grupos (fáceis, médias e difíceis). As de maior dificuldade garantem mais nota para o aluno.

O novo método tem função semelhante à do tira-teima, usado na televisão para esclarecer lances polêmicos no futebol. Nos jogos, ele permite saber com precisão o lugar de um jogador. A TRI funciona da mesma forma. “Quando contamos só o número de acertos medimos o resultado do aluno por centímetros. Na TRI você consegue medir por milímetros”, compara Tadeu da Ponte, coordenador executivo de vestibular do Insper (ex-Ibmec SP). A instituição é uma das poucas no Brasil a adotar o método de avaliação em suas provas.

DETECTOR DE CHUTES

Na TRI a regra é clara: se o aluno chutou a resposta, a nota diminui. Como eles sabem se você acertou sem querer? Através de estatísticas. Se o aluno errou muitas perguntas fáceis, a chance de ter acertado uma difícil tentando adivinhar a alternativa certa é maior. Logo, pode ter chutado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Neologismo?

Como eu mesma digo: vivo aprendendo sempre com os meus alunos. E nessa altura do campeonato, todas as contribuições vocabulares são bem vindas para eu manter uma boa comunicação com os meus educandos queridos. E essa é bem nova.

Conversando com minha aluna Leidiane, ela me veio com essa: estou marron...

Eu, como de costume, fiquei com uma interrogação na cabeça... O que será "marrom"? Fácil. Perguntei, né?

Segundo ela, é "estar mais ou menos". Muito interessante. Aprendam mais essa.


Essa é Leidiane.

domingo, 11 de outubro de 2009

TESTEMUITOLOUCO: Ache a cabeça


TESTELEGAL: Você é um bom estudante?



Faça o teste no link seguinte. Não se esqueça de deixar o comentário do resultado aqui no  blog. Eu quero saber.

Abraços, alunos queridos, e boa semana!

http://www.interney.net/testes/teste011.php

TESTELEGAL: Teste seu vocabulário

Resultado: 22 pontos

Eu tenho um excelente vocabulário.

Teste Seu Vocabulário.

Oferecimento: InterNey.Net

LINGUAGENS: Desejo by Carlos Drummond de Andrade


LINGUAGENS: Escolha de um vida


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Texto de Pedro Bial

sábado, 10 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Quando a crase muda o sentido

O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença "A crase não foi feita para humilhar ninguém", marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica "Tropeçando nos acentos", e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: "ela não existe no Brasil".

O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto, que morreu em abril deste ano aos 63 anos, propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava "sinal obsoleto, que o povo já fez morrer". Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.

Sinalizar a contração entre vogais idênticas (no caso, a preposição a e o artigo a) é um desafio que, mesmo quando parece complicado, pode ser intuído pelo usuário do idioma, em regras relativamente simples de ser incorporadas.

Ambiguidade

A grande utilidade do acento de crase no a, entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é a assinalada por Luft (Celso Pedro Luft -1921/1995): crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.

Muitas frases em que a preposição indica uma circunstância (instrumento, meio etc.), em sequências do tipo "preposição a + substantivo feminino singular", podem dificultar a interpretação por parte de um leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse.

Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Luft em seu livro Decifrando a Crase:

Cheirar a gasolina (aspirar) x cheirar à gasolina (feder a).

A moça correu as cortinas (percorrer) X A moça correu às cortinas. (seguiu em direção a).

O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina (usa uma máquina para pintar).

Referia-se a outra mulher (conversava com ela) X Referia-se à outra mulher (falava dela).

Contexto

O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem em casos como: "vimos a cidade"; "viemos a cidade". "conserto a máquina"; "escrevo a máquina". Um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere, se a finada testemunha do exemplo a seguir destituiu a relatora da OAB ou prestou depoimento:

Morta a testemunha que depôs a relatora da OAB. (???)

Mas, em geral, contextos elípticos ainda deixariam dúvidas em exemplos do tipo: "Fique a vontade onde está".

"Fique a vontade onde está" indica que uma entidade metafísica chamada "vontade" deve se manter suspensa ou que o interlocutor da mensagem deve se sentir confortável?

(Trecho do texto de Luiz Costa Pereira Júnior, retirado do link http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11860. Nesse site, você o encontra na íntegra.)

Observação: A dica sobre a crase serve para vocês repensarem a utilidade, muitas vezes, importantíssima e indispensável, pois ela evita, com certeza, ambiguidades indesejadas. Esse texto é apenas uma pincelada sobre o assunto. Estudar as regras ainda é imprescidível para o domínio da tão complicada crase.)

DICALEGAL: Curso gratuito

De cabeça

A Fundação Victor Civita, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, oferecem o curso a distância Cálculo mental, a ser realizado nos meses de outubro, novembro e dezembro. O curso é destinado exclusivamente a professores de 1º ao 5º ano e a coordenadores pedagógicos em atividade. Clique abaixo para obter mais informações e cadastrar-se. As vagas são limitadas. Somente para professores.
http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/curso-calculo-mental.shtml  


(Obs.: Não é propaganda, é somente uma dica legal.)

LINGUAGENS: Para um amigo anônimo

O comentário que há pouco li sobre a minha postagem "Há três tipos de professores: os que reclamam, os que explicam e os que inspiram.", de Sathya Baba, rendeu-me boas risadas e depois alguns momentos de reflexão. O comentarista, não identificado, colocou-me em xeque: você é do tipo que inspira?

Será que sou um professor que inspiro, somente explico ou reclamo demais? Realmente, amigo anônimo, acho que me enquadro nos três. Chocado? Não fique. Posso "explicar".

Sou professora de escola pública, como você já deve ter lido em meu perfil, onde me deparo constantemente com alunos desinteressados, sem estímulos, desanimados com os métodos já ultrapassados da escola pública, como o cuspe e giz, ou ainda que perpassam por exemplos familiares inadequados, tendo ainda um agravante: as salas completamente lotadas. É nesse momento que sou a professora que reclama, aquela que sozinha não pode mudar o mundo, mas tenta fazer a sua parte. Como?

Driblando o sistema que impera. Esse espaço aqui que criei, por exemplo,  é para o meu aluno, para o meu colega de profissão, para os amigos, para os curiosos (no sentido positivo da palavra)... Foi a maneira que encontrei de extrapolar, ir além dos limites da sala de aula, que muitas vezes sufoca-me e impossibilita de ir onde eu acho ser impossível. Você acha que agora sou a professora que inspiro? Ainda não. Nessa hora sou a professora que explica mesmo. Aquela convencional. A que precisa repassar o conteúdo, rápido, preciso. Necessário.

Quando inspiro?... Ah!

Inspiro porque consigo enxergar através do meu espelho pessoal a minha inteligência refletida no meu aluno. Sei que inspiro porque não sou professor medíocre que impõe o conteúdo, impossibilitando ao meu educando questionar o aprendido. Não sou insegura. Não tenho medo.

Sou aquela que ensina, também demonstrando que uma coisa é o que é mesmo, relacionanado-a com a realidade em que o rodeia. Não posso deixar de dizer que sou aquela que serve como exemplo, muitas vezes sendo objeto de demonstração. Sei que inspiro porque não ensino tudo, deixo margens para o aluno construir o resto. Não esgoto as possibilidades de compreensão. Confio na capacidade do meu educando. Não sou um ponto-final, sou uma vírgula ou um ponto-e-vírgula. Sou aquela que acha que aprender é descobrir.

Como diz um provérbio chinês: "os professores abrem a porta, mas você precisa entrar sozinho". Sempre digo aos meus alunos que "o professor é um direcionador, a aprendizagem é um ato solitário". Por isso, faço-os descobrir que podem superar a si mesmos.

Sei que nem todas as vezes obtenho sucesso, embora tente  incansavelmente.


Será que agora, amigo anônimo, respondi a sua pergunta? Mesmo assim quero agradecê-lo porque me fez pensar e descobrir que sou sim uma professora inspiradora. Obrigada.

Elisângela Santiago


                           

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

“Há três tipos de professores: os que reclamam, os que explicam e os que inspiram”

Sathya Sai Baba