"Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos." (Albert Einstein)

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Qual a diferença entre neologismo e estrangeirismo?


No poema Neologismo, Manuel Bandeira (1886-1968) diz:


"Beijo pouco, falo menos ainda
Mas, invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
 E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora"


No caso, o poeta criou o verbo "teadorar". A nova palavra chama-se de neologismo. Neo, prefixo grego que significa "novo", une-se a logo, do grego logos, que exprime a ideia de palavra, e a ismo, sufixo também grego (ismos), que forma substantivos. Sempre que necessário, palavras podem nascer. Por causa do Twitter (nome em inglês do microblog que conecta o autor com sua rede de contatos), surgiram "tuiteiro" (para nomear o usuário) e "tuitar" (a ação que faz aquele que usa o serviço). Mesmo que baseadas em vocábulos estrangeiros, as novas palavras obedecem às regras da língua portuguesa. No caso de tuiteiro, o processo foi o de acrescentar o sufixo "eiro", próprio para formar termos que designam o agente numa profissão ou atividade. Já estrangeirismo é o emprego de palavras, expressões e construções alheias ao idioma tomadas por empréstimos de outra língua. A incorporação do estrangeirismo se dá por um processo natural de assimilação de cultura ou contiguidade geográfica. No mundo globalizado, as línguas se interpenetram, favorecendo as importações, como nas palavras leasing, marketing, shopping center e delivery. Não emprestamos só do inglês. Também do francês (bouquet, abat-jour...), do italiano (mezzanino, influenza...) e do japonês (sushi, ikebana...). Alguns estrangeirismos se aportuguesam (como em soutiens e sutiã, goal e gol) e outros mantêm a grafia do idioma de origem (como madame).


Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ENGLISH: 400 PALAVRAS NUM MINUTO


O texto abaixo foi extraído de um email que circula na Internet e tem algumas informações interessantes. Confira! Como aprender a escrever 400 palavras em Inglês em apenas um minuto. Se você pensa que estou brincando, experimente ler toda esta matéria e depois me conte. Comece logo a estudar Inglês que, diferentemente do que você pensa, é extremamente fácil de aprender. Bastando apenas a seguir regrinhas elementares.

Mas, antes de tudo, quero explicar que as regras abaixo apresentam uma ou mais exceções, o que demonstra duas coisas: primeiro que tais exceções só servem precisamente para confirmar as regras e, segundo que é bem preferível, errar numa ou noutra ocasião e aprender 400 palavras em inglês num minuto, do que ficar preocupado com a rara exceção… e não aprender nada.

Regra 1

Esta regra não funciona para palavras como: verdade, idade, felicidade. Antes de enviar um comentário, lembre-se que, conforme foi citado no início do post, existem milhares de exceções para as regras aqui publicadas.

Para todas as palavras em português que terminem em DADE (como a palavra cidade) retire o DADE e coloque em seu lugar TY e assim CIDADE passou a ser CITY. Vejamos agora um pouco das cento e tantas palavras que você já aprendeu nestes primeiros vinte segundos de leitura deste artigo:

CIDADE = CITY
VELOCIDADE = VELOCITY
SIMPLICIDADE = SIMPLICITY
NATURALIDADE = NATURALITY
CAPACIDADE = CAPACITY

Regra 2

Mais algumas exceções, esta regra não funciona para palavras como: coração, refeição, ação e por aí vai.

Para todas as palavras em português que terminem em “ÇÃO” (como a palavra NA-ÇÃO) tire fora o “ÇÃO” e coloque em seu lugar “TION” e assim a palavra NAÇÃO passou a ser NATION (as respectivas pronúncias não importam no momento, e além disso você estaria sendo muito malcriado querendo exigir demais num curso de inglês grátis pela internet!). Vejamos agora algumas das centenas de palavras em que a imensa maioria delas se aplica a essa Regra:

SIMPLIFICAÇÃO = SIMPLIFICATION
NAÇÃO = NATION
OBSERVAÇÃO = OBSERVATION
NATURALIZAÇÃO = NATURALIZATION
SENSAÇÃO = SENSATION

Regra 3

Exceções: demente, futuramente entre outras.

Para os advérbios terminados em “MENTE” (como a palavra NATURALMENTE), tire o “MENTE” e em seu lugar coloque “LLY” (e assim a palavra passou a ser NATURALLY. Quando o radical em português termina em “L”, como na palavra TOTALMENTE, acrescente apenas “LY”). Veja agora abaixo algumas delas:

NATURALMENTE = NATURALLY
GENETICAMENTE = GENETICALLY
ORALMENTE = ORALLY

Regra 4

Para as palavras terminadas em “ÊNCIA” (como no caso de ESSÊNCIA), tire o “ÊNCIA” e em seu lugar coloque “ENCE”. Eis algumas delas abaixo:

ESSÊNCIA = ESSENCE
REVERÊNCIA = REVERENCE
FREQÜÊNCIA = FREQUENCE
ELOQÜÊNCIA = ELOQUENCE

Regra 5

E para terminar esse artigo, ficando ainda com mais água na boca, aprenda a última e a mais fácil delas (há um monte de outras regrinhas interessantes, mas não disponho aqui de espaço para tudo). Para as palavras terminadas em “AL” (como na palavra GENERAL) não mude nada, escreva exatamente como está em português e ela sai a mesma coisa em inglês.

NATURAL = NATURAL
TOTAL = TOTAL
GENERAL = GENERAL
FATAL = FATAL
SENSUAL = SENSUAL

Conforme você acaba de ver, a menos que seja um leitor preguiçoso e lento, não foi preciso gastar mais de um minuto para aprender 400 palavras em inglês. Façam o favor de dar crédito a quem lhes revelou a dica, tá? Mas não espalhem, senão o mundo vai aprender o idioma em 30 dias.

Autor da dica: Mario Giudicelli, jornalista.
Artigo retirado do site www.englishexperts.com.br

domingo, 18 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

LINGUAGENS: O que é indisciplina

Por trás desse problema - visto pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação -, há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das estratégias de ensino

Sua paciência está por um fio. A garotada voa pelos corredores, conversa em sala, briga no recreio, insiste em usar boné e em trazer para a sala materiais que não são os de estudo. Cansado e confuso, você se sente com os braços atados e a autoridade abalada. Não suporta mais as cenas que vê e não sabe o que fazer. Quer obediência! Quer controle! Quer mudanças no comportamento dos alunos!

Calma... Respire... Se você sonha com uma turma atenta e motivada, a primeira mudança necessária talvez esteja em você. É hora de rever sua ideia de indisciplina e o que há por trás dela. Pesquisa realizada por NOVA ESCOLA e Ibope em 2007 com 500 professores de todo o país revelou que 69% deles apontavam a indisciplina e a falta de atenção entre os principais problemas da sala de aula. Doce ilusão! O comportamento inadequado do aluno não pode ser visto como uma causa da dificuldade para lecionar. Na verdade, ele é resultado da falta de adequação no processo de ensino.

Para que você avance nessa reflexão, é preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra. O primeiro são as morais, construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada. Ela necessariamente varia de escola para escola ou ainda dentro de uma mesma instituição, conforme o momento. Afinal, o diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina se ele se referir ao conteúdo tratado no momento, certo?

Não é fácil distinguir entre moralidade e convenção. Frequentemente, mistura-se tudo em extensos regimentos que pouco colaboram para manter o bom funcionamento da instituição e o clima necessário à aprendizagem em sala de aula. "As crianças não enxergam a utilidade de um regimento ou dos famosos combinados que não se sustentam. Elas não sentem a necessidade de respeitá-los e acabam até se voltando contra essas normas", explica Ana Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A situação piora ainda mais se essas convenções se baseiam em permissões, proibições e castigos sem nenhum tipo de negociação. Se isso funcionasse, as escolas estariam todas em paz. Esse caminho - o mais comum - é tão claramente ineficaz que se tornou um dos principais motes das tirinhas de Calvin, o personagem questionador e cheio de personalidade criado pelo cartunista norte-americano Bill Watterson. Desde 1985, ele dá um baile na professora, mesmo sendo advertido constantemente. Nesta reportagem especial, você verá que as situações vividas por ele refletem uma concepção equivocada, por parte da escola, sobre as causas da indisciplina e as formas de lidar com ela.


FALTA DE AUTORIDADE O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.
(Universal Press Syndicate)

(Artigo de Beatriz Vichessi, Revista Nova Escola)

ENEM: Novo método de avaliação do exame


Conheça a TRI, método de avaliação do Enem capaz de descobrir 'chutes' na prova
Sistema vê se candidato assinalou uma alternativa aleatoriamente ou não

Imagine que você e um amigo acertaram o mesmo número de respostas na prova do Enem. Estão empatados, certo? Provavelmente não. Com a nova metodologia de avaliação do exame, adotada a partir deste ano, é impossível usar o número de acertos para saber a nota.

Essa novidade tem nome estranho, chama-se Teoria de Resposta ao Item (TRI), e é o método escolhido pelo governo para avaliar o resultado do Enem. Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões que o estudante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto.

As perguntas são divididas em grupos (fáceis, médias e difíceis). As de maior dificuldade garantem mais nota para o aluno.

O novo método tem função semelhante à do tira-teima, usado na televisão para esclarecer lances polêmicos no futebol. Nos jogos, ele permite saber com precisão o lugar de um jogador. A TRI funciona da mesma forma. “Quando contamos só o número de acertos medimos o resultado do aluno por centímetros. Na TRI você consegue medir por milímetros”, compara Tadeu da Ponte, coordenador executivo de vestibular do Insper (ex-Ibmec SP). A instituição é uma das poucas no Brasil a adotar o método de avaliação em suas provas.

DETECTOR DE CHUTES

Na TRI a regra é clara: se o aluno chutou a resposta, a nota diminui. Como eles sabem se você acertou sem querer? Através de estatísticas. Se o aluno errou muitas perguntas fáceis, a chance de ter acertado uma difícil tentando adivinhar a alternativa certa é maior. Logo, pode ter chutado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Neologismo?

Como eu mesma digo: vivo aprendendo sempre com os meus alunos. E nessa altura do campeonato, todas as contribuições vocabulares são bem vindas para eu manter uma boa comunicação com os meus educandos queridos. E essa é bem nova.

Conversando com minha aluna Leidiane, ela me veio com essa: estou marron...

Eu, como de costume, fiquei com uma interrogação na cabeça... O que será "marrom"? Fácil. Perguntei, né?

Segundo ela, é "estar mais ou menos". Muito interessante. Aprendam mais essa.


Essa é Leidiane.

domingo, 11 de outubro de 2009

TESTEMUITOLOUCO: Ache a cabeça


TESTELEGAL: Você é um bom estudante?



Faça o teste no link seguinte. Não se esqueça de deixar o comentário do resultado aqui no  blog. Eu quero saber.

Abraços, alunos queridos, e boa semana!

http://www.interney.net/testes/teste011.php

TESTELEGAL: Teste seu vocabulário

Resultado: 22 pontos

Eu tenho um excelente vocabulário.

Teste Seu Vocabulário.

Oferecimento: InterNey.Net

LINGUAGENS: Desejo by Carlos Drummond de Andrade


LINGUAGENS: Escolha de um vida


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Texto de Pedro Bial

sábado, 10 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Quando a crase muda o sentido

O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença "A crase não foi feita para humilhar ninguém", marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica "Tropeçando nos acentos", e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: "ela não existe no Brasil".

O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto, que morreu em abril deste ano aos 63 anos, propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava "sinal obsoleto, que o povo já fez morrer". Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.

Sinalizar a contração entre vogais idênticas (no caso, a preposição a e o artigo a) é um desafio que, mesmo quando parece complicado, pode ser intuído pelo usuário do idioma, em regras relativamente simples de ser incorporadas.

Ambiguidade

A grande utilidade do acento de crase no a, entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é a assinalada por Luft (Celso Pedro Luft -1921/1995): crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.

Muitas frases em que a preposição indica uma circunstância (instrumento, meio etc.), em sequências do tipo "preposição a + substantivo feminino singular", podem dificultar a interpretação por parte de um leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse.

Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Luft em seu livro Decifrando a Crase:

Cheirar a gasolina (aspirar) x cheirar à gasolina (feder a).

A moça correu as cortinas (percorrer) X A moça correu às cortinas. (seguiu em direção a).

O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina (usa uma máquina para pintar).

Referia-se a outra mulher (conversava com ela) X Referia-se à outra mulher (falava dela).

Contexto

O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem em casos como: "vimos a cidade"; "viemos a cidade". "conserto a máquina"; "escrevo a máquina". Um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere, se a finada testemunha do exemplo a seguir destituiu a relatora da OAB ou prestou depoimento:

Morta a testemunha que depôs a relatora da OAB. (???)

Mas, em geral, contextos elípticos ainda deixariam dúvidas em exemplos do tipo: "Fique a vontade onde está".

"Fique a vontade onde está" indica que uma entidade metafísica chamada "vontade" deve se manter suspensa ou que o interlocutor da mensagem deve se sentir confortável?

(Trecho do texto de Luiz Costa Pereira Júnior, retirado do link http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11860. Nesse site, você o encontra na íntegra.)

Observação: A dica sobre a crase serve para vocês repensarem a utilidade, muitas vezes, importantíssima e indispensável, pois ela evita, com certeza, ambiguidades indesejadas. Esse texto é apenas uma pincelada sobre o assunto. Estudar as regras ainda é imprescidível para o domínio da tão complicada crase.)

DICALEGAL: Curso gratuito

De cabeça

A Fundação Victor Civita, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, oferecem o curso a distância Cálculo mental, a ser realizado nos meses de outubro, novembro e dezembro. O curso é destinado exclusivamente a professores de 1º ao 5º ano e a coordenadores pedagógicos em atividade. Clique abaixo para obter mais informações e cadastrar-se. As vagas são limitadas. Somente para professores.
http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/curso-calculo-mental.shtml  


(Obs.: Não é propaganda, é somente uma dica legal.)

LINGUAGENS: Para um amigo anônimo

O comentário que há pouco li sobre a minha postagem "Há três tipos de professores: os que reclamam, os que explicam e os que inspiram.", de Sathya Baba, rendeu-me boas risadas e depois alguns momentos de reflexão. O comentarista, não identificado, colocou-me em xeque: você é do tipo que inspira?

Será que sou um professor que inspiro, somente explico ou reclamo demais? Realmente, amigo anônimo, acho que me enquadro nos três. Chocado? Não fique. Posso "explicar".

Sou professora de escola pública, como você já deve ter lido em meu perfil, onde me deparo constantemente com alunos desinteressados, sem estímulos, desanimados com os métodos já ultrapassados da escola pública, como o cuspe e giz, ou ainda que perpassam por exemplos familiares inadequados, tendo ainda um agravante: as salas completamente lotadas. É nesse momento que sou a professora que reclama, aquela que sozinha não pode mudar o mundo, mas tenta fazer a sua parte. Como?

Driblando o sistema que impera. Esse espaço aqui que criei, por exemplo,  é para o meu aluno, para o meu colega de profissão, para os amigos, para os curiosos (no sentido positivo da palavra)... Foi a maneira que encontrei de extrapolar, ir além dos limites da sala de aula, que muitas vezes sufoca-me e impossibilita de ir onde eu acho ser impossível. Você acha que agora sou a professora que inspiro? Ainda não. Nessa hora sou a professora que explica mesmo. Aquela convencional. A que precisa repassar o conteúdo, rápido, preciso. Necessário.

Quando inspiro?... Ah!

Inspiro porque consigo enxergar através do meu espelho pessoal a minha inteligência refletida no meu aluno. Sei que inspiro porque não sou professor medíocre que impõe o conteúdo, impossibilitando ao meu educando questionar o aprendido. Não sou insegura. Não tenho medo.

Sou aquela que ensina, também demonstrando que uma coisa é o que é mesmo, relacionanado-a com a realidade em que o rodeia. Não posso deixar de dizer que sou aquela que serve como exemplo, muitas vezes sendo objeto de demonstração. Sei que inspiro porque não ensino tudo, deixo margens para o aluno construir o resto. Não esgoto as possibilidades de compreensão. Confio na capacidade do meu educando. Não sou um ponto-final, sou uma vírgula ou um ponto-e-vírgula. Sou aquela que acha que aprender é descobrir.

Como diz um provérbio chinês: "os professores abrem a porta, mas você precisa entrar sozinho". Sempre digo aos meus alunos que "o professor é um direcionador, a aprendizagem é um ato solitário". Por isso, faço-os descobrir que podem superar a si mesmos.

Sei que nem todas as vezes obtenho sucesso, embora tente  incansavelmente.


Será que agora, amigo anônimo, respondi a sua pergunta? Mesmo assim quero agradecê-lo porque me fez pensar e descobrir que sou sim uma professora inspiradora. Obrigada.

Elisângela Santiago


                           

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

“Há três tipos de professores: os que reclamam, os que explicam e os que inspiram”

Sathya Sai Baba

LINGUAGENS: Professor, a missão que se evapora no ar

Temos duas datas para comemorar o professor: 5 de outubro, dia mundial, e 15 de outubro, nacional. Sem falar no 26 de junho, Dia do Professor de Educação Física.


Do total de 1,8 milhão de mestres lecionando nas escolas brasileiras, um, na verdade uma, teve destaque há poucos dias. Foi a professora gaúcha que fez um aluno pintar a parede da sala de aula na qual ele havia escrito o nome dele.


A escola de Porto Alegre, recém-pintada num mutirão, e a professora viraram notícia no Brasil inteiro. Entrei nos sites de alguns jornais, de propósito nenhum gaúcho, para ver os comentários postados.


Professora, Zeca e pais

Li cerca de 300 comentários, dos quais destaco três pontos. Primeiro, que a maioria absoluta apoiou a professora. Segundo, que muitos lembraram o personagem Zeca de uma novela que acabou de sair do ar. Terceiro, que os pais do aluno foram muito criticados por não darem a devida educação ao filho.


Um comentário em especial ficou gravado na minha cabeça: uma moça de 25 anos falando que no tempo dela - e ressaltava que, pela idade, esse tempo não estava nada longe - além da bronca da professora, certamente levaria uma surra do pai. E disse isso de forma positiva, deixando claro que o pai estaria certo em castigá-la.


À parte a atitude controversa do pai, achei notável a moça demonstrar respeito ao professor, algo raro hoje em dia. Não tenho pesquisa que dê suporte a isso, mas digo com toda certeza que a maioria das pessoas da idade dessa moça para cima guarda do professor uma imagem positiva e reconhece que ele foi importante em sua vida.


Isso difere em muito do que a grande maioria dos estudantes pensa atualmente. Casos de desrespeito e agressões a professores são praticamente diários em todo Brasil.

O professor e o salário

Que a profissão de professor corre o risco de extinção já foi dito e mostrado por pesquisas através das quais vemos que poucos ainda querem assumir os riscos de ensinar.


 (...)
Como escreveu o espanhol Josep Maria Puig, um dos autores de "Educação e Valores" (Summus Editorial, 2007), é preciso "criar uma nova figura educativa que mescle o papel do pedagogo, do educador social e do animador sociocultural e se responsabilize por promover em cada escola todas aquelas atividades que em alguma medida transcendam o trabalho estrito das aulas".


É difícil imaginar como os professores conseguirão cumprir esse papel, se mal dão conta do básico, que é ensinar português, matemática, história, geografia, ciências etc. Não custa lembrar dos casos recentes de livros inadequados que estavam sendo usados para ensinar.


Juntando o salário baixo, que obriga o professor a dar o máximo de aulas para poder sobreviver; e o estresse de classes com excesso de alunos que vão lá com pouca vontade de aprender e muita de fazer outras coisas, a missão do professor é quase impossível mesmo.


Texto de Engel Paschoal, jornalista (Fonte: Uol, Educação)

sábado, 3 de outubro de 2009

LINGUAGENS: O ensino brasileiro vai mal


O melhor termômetro para aferir o grau de aprendizado de um estudante é, segundo os especialistas, sua capacidade de ler e interpretar um texto: quanto mais precária ela for, mais difícil será para ele absorver conhecimento em outras matérias. Segundo tal critério, o ensino brasileiro vai mal. Muito mal. De acordo com o Ministério da Educação, 91% dos estudantes brasileiros terminam o ensino fundamental abaixo do nível adequado, apresentando dificuldades para reter ou compreender textos básicos. Ou seja, as escolas brasileiras têm-se mostrado incapazes de cumprir sua função mais elementar, a de municiar alunos com a ferramenta da leitura.

Para entender por que isso ocorre, VEJA pesquisou as dez escolas públicas cujos alunos apresentaram as melhores performances na prova de língua portuguesa aplicada pelo MEC para medir a qualidade de ensino nas escolas. Elas foram classificadas por ordem de excelência pelo professor Francisco Soares, da pós-graduação em educação da Universidade Federal de Minas Gerais. VEJA submeteu cada uma delas a um questionário com dezoito perguntas, elaborado por especialistas, com o objetivo de identificar suas características.

Os resultados revelaram que as campeãs brasileiras têm em comum o fato de adotar, sistematicamente, o investimento na formação de professores, o estímulo à participação dos pais na vida escolar dos filhos e o incentivo à leitura por parte dos alunos. De certa forma, seguem a trilha coreana.

Das dez escolas classificadas no ranking do ensino, todas têm bibliotecauma realidade em apenas 20% dos estabelecimentos de ensino básico no Brasil. Oito delas exigem de seus alunos a leitura de pelo menos cinco livros não didáticos por ano — as outras duas estabelecem um mínimo de quatro títulos obrigatórios no período (ainda assim, é o dobro da média nacional). No que diz respeito à formação do corpo docente, todas, sem exceção, têm 100% de seus professores munidos com diploma de ensino superior ou cursando uma universidade. Para completar, estimulam o que parece ser uma das chaves para o sucesso do aprendizado: a participação dos pais na vida escolar dos filhos — uma prática lamentavelmente incomum no Brasil.

Um estudo feito no ano passado em quarenta países pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que as famílias brasileiras, de todos os extratos sociais, estão entre as menos interessadas na educação de seus filhos. É o oposto do que ocorre em países como Coréia do Sul e Hong Kong, modelos nesse tipo de iniciativa — não por coincidência, são campeões de eficiência no ensino. “Uma boa gestão escolar desencadeia um ciclo positivo no qual os pais participam, os professores têm estímulo para ensinar e os estudantes recebem aulas mais atraentes. A lição é simples”, resume o ex-ministro Paulo Renato Souza.

“Participação familiar”, sublinham especialistas, não quer dizer comparecer à festa junina da escola. Significa envolver-se com a vida escolar dos filhos e acompanhar de perto tanto seus progressos como suas deficiências.

O Brasil está entre os países que menos gastam com o ensino básico. Na América Latina, fica atrás do Uruguai e do México. Experiências como as identificadas no estudo do professor da UFMG, no entanto, demonstram que melhorar a qualidade do ensino básico é menos uma questão de investimento financeiro do que de opção social e política. Ao perseguir o equivocado projeto de “democratizar” o ensino superior, o governo federal mostra que já fez a sua. Na escala oficial de prioridades, o ensino básico que hoje se oferece a 55 milhões de brasileiros — e que será o diferencial para perpetuar ou romper o ciclo vicioso que faz com que os ricos entrem na universidade e os pobres permaneçam de fora — continua ocupando a lanterninha.


(Trechos do texto de Mônica Weinberg, Na trilha Coreana - Site Educar para Crescer)

LINGUAGENS: USO PEDAGÓGICO DO GIZ (DO GIZ???)


A combinação giz + lousa ainda é o instrumento tecnológico de maior uso no país e continuará a sê-lo por um loooooongo tempo.

Também é evidente que esse artigo tem um “quê” de sarcástico, afinal parece bobagem falar do uso pedagógico desse nosso velho conhecido bastão de gesso, calcário e água. Porém, dada a repercussão de um outro artigo meu, intitulado “E agora, Mestre Giz?”, e para deixar claro que o uso do giz e da lousa não é algo de todo ultrapassado e que, além disso, exige muito mais “conhecimento pedagógico” do que se pensa, resolvi então levar adiante a tarefa de discutir o uso pedagógico do giz (e, consequentemente, da lousa).

O giz que normalmente utilizamos é obtido de uma mistura de calcário (CaCO3, ou carbonato de cálcio), gesso (CaSO3, ou sulfato de cálcio) e água (H2O). O giz colorido conta também com algum pigmento de cor e o modelo antialérgico conta com camadas plastificadas. Há modelos mais modernos de giz feito com outros componentes, como o talco de silicato hidratado de magnésio, tipos de gesso ortopédicos e outras formulações. O essencial, no entanto, é que todo giz atenda à sua principal função: escrever em uma lousa. Mas escrever o quê? Esta é a grande questão!

Alguns professores imaginam que o giz seja um instrumento de “cópia de textos” e o utilizam intensivamente preenchendo lousas e mais lousas com textos que podem ser encontrados em livros, revistas ou jornais. Mas esse não é um uso pedagógico para o giz e para a lousa, pois o aluno não aprende nada quando copia textos da lousa usando lápis e caderno, tanto quanto também não aprende quando copia da Internet usando Ctrl+C & Ctrl+V. Para acessar textos de consulta o aluno deve possuir material didático, quer seja na forma de livro, apostila, revista, jornal, acesso à Internet ou outras mídias, digitais ou não, à biblioteca da escola ou qualquer outro meio de armazenamento de informações. A lousa e o caderno no aluno não são espaços de armazenamento de informações. Mas o que são então?

Todo professor sabe, ou deveria saber, o conteúdo da disciplina que leciona. Mas o professor não é apenas uma “coletânea de informações” sobre sua especialidade, ele é muito mais que isso, ele é um “organizador e um gerenciador de informações”. Ele não detém apenas a informação, ele detém também as relações entre as informações, os conceitos, competências e habilidades que deseja ver desenvolvidos nos seus alunos. É para isso que serve, essencialmente, o giz, a lousa e o caderno do aluno: para que o professor possa organizar informações de forma didática e com uma seqüencialidade, uma estética e uma logística relacional que permitam ao aluno compreender as relações entre as muitas informações que ele pode acessar por uma infinidade de outros meios.

Embora a frase acima pareça um pouco “sofisticada”, o que ela quer dizer é que o giz serve para fazer esquemas didáticos, anotações, organogramas, tabelas, mapas conceituais, infográficos, fluxogramas, ilustrações, etc., que tornem mais claras as relações entre as muitas informações que os materiais didáticos e o professor trazem para os alunos. A lousa é o espaço natural de “esquematização e representação” do professor e o giz é o meio de “impressão simbólica” de conceitos e relações, nada além disso.

Se o professor dispõe de um notebook e um datashow, ou uma lousa digital, e preparou uma aula usando uma ferramenta como o CmapTools para criar um mapa conceitual explicando as relações entre folhas, caule e raízes de uma planta, resumiu informações em uma apresntação de slides, fez uma busca no YouTube e encontrou lá um pequeno vídeo ou animação mostrando os caminhos de circulação entre os nutrientes da planta, então ele poderá simplesmente projetar seu mapa conceitual, explicá-lo, ajudar os alunos a compreender essas relações e depois ilustrar isso dinamicamente projetando seus slides e o vídeo. Talvez até lhe sobre tempo para levar uma pequena planta para a sala de aula e então mostrar, ao vivo e a cores, essas diferentes estruturas em um microscópio ou com uma lupa.

Mas se ele não tem nada disso à sua disposição, então terá que ser capaz de desenhar na lousa um esboço de planta, indicar essas relações, usar setas e gizes de diferentes cores para diferenciar seiva bruta de seiva elaborada, “desenhar os seus slides”, etc. Ele também precisará de um mapa conceitual e de ilustrações, só que terá que desenhá-los ele mesmo na lousa. Depois poderá usar sua teatralidade e a imaginação dos alunos para lhes fazer entender como isso se processa dentro de uma planta de verdade. É óbvio que isso é possível e foi assim mesmo que muitos de nós aprendemos sobre esse assunto quando estávamos na escola.

A única diferença é que substituindo o giz e a lousa por um notebook e um datashow, ou uma lousa digital, as coisas ficam mais fáceis, mais rápidas, mais belas, mais claras, mais simples de serem construídas e entendidas e permitem ao professor um tempo maior para ele fazer aquilo que lhe caracteriza como profissional da educação: ajudar o aluno a compreender melhor e despertar-lhe ainda mais o interesse pela aprendizagem, e não meramente atuar como um “copiador de textos na lousa”; o professor é alguém cujo conhecimento vai além do texto didático e dos materiais de apoio, é alguém que pode levar o aluno um passo adiante de onde o aluno pode chegar sozinho.

Então, se você é um professor que ainda está preso unicamente ao uso do giz e da lousa, isso não quer dizer que não poderá ajudar seus alunos a aprenderem, mas apenas que terá um pouco mais (talvez “muito” mais) trabalho para organizar e apresentar informações, conceitos e relações. Terá menos tempo, precisará ser mais teatral, deverá ter algum talento artístico para desenhar bem e terá que dedicar um tempo muito maior na preparação das suas aulas. Mas esse é um preço que nossos professores já pagaram um dia, quando não dispunham de tecnologias digitais, e podemos continuar pagando até dispormos delas ou nos propusermos a usá-las.



Essa é uma lousa que ninguém merece!!!

(Trechos do artigo de José Carlos Antônio, retirado do blog http://professordigital.wordpress.com/ . Visite-o e leia o texto na íntegra.)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LINGUAGENS: Qual é a diferença entre a norma gramatical, a padrão e a culta?


A norma gramatical é aquela relacionada à gramática normativa: só o que está de acordo com ela é correto. Porém ela incorpora muitas regras que não são usadas cotidianamente.

A norma- padrão, por sua vez, está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições representadas na gramática, mas é marcada pela língua produzida em certo momento da história e em uma determinada sociedade.

Como a língua está em constante mudança, diferentes formas de linguagem que hoje não são consideradas pela norma-padrão, com o tempo, podem vir a se legitimar. Por fim, a norma culta é a que resulta da prática da língua em um meio social considerado culto - tomando-se como base pessoas de nível superior completo e moradoras de centros urbanos.

No Brasil, ela foi estudada por meio de pesquisa de campo realizada há quase 50 anos, tomando-se como base falantes de algumas capitais. Como desde então não foram realizados novos estudos, a norma culta caiu em desuso. O uso dessas regras varia de acordo com as situações e condições de vida de cada um. Em muitos casos, é na escola que ocorre o único contato das crianças com a gramática normativa e com a norma-padrão.

Texto de Rafael Costa Marques
Fonte: Nova Escola

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SOCORRO!! ENEM É CANCELADO


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria realizado neste fim de semana, foi cancelado após o vazamento da prova. Um homem tentou vendê-la ao jornal O Estado de S. Paulo por R$ 500 mil.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que vai pedir à Polícia Federal que investigue o caso. Ele acha que é pouco provável que a prova tenha sido furtada no Ministério da Educação, pois lá não existe a versão impressa, apenas a digital, segundo o ministério.


Haddad disse ainda que o exame deve ser realizado em pelo menos 45 dias, mas ainda não há uma data definida. Cerca de 4,5 milhões de pessoas, público recorde do Enem, fariam a prova sábado e domingo.

DEPOIS DO CANCELAMENTO: DÚVIDAS

Quando será o novo exame?

O novo dia exato da prova deve ser anunciado nos próximos dias, mas o ministro Fernando Haddad já informou que o exame será realizado entre 30 e 45 dias, se adequando às datas de realização de vestibulares.

É preciso nova inscrição?

Não será necessária nova inscrição. Os estudantes já inscritos serão comunicados sobre as mudanças da prova.

Muda o local da prova?

Isso ainda não foi definido. O Inep diz que os inscritos serão comunicados da confirmação da nova data e do local das provas por meio da página do Enem na internet e também pelo telefone celular informado no ato da inscrição.

Como fica a situação dos estudantes que iriam fazer a prova em outras cidades?

Ainda não se sabe se os locais de prova serão mantidos. O candidato precisa aguardar a reorganização da logística de aplicação das provas.

A divulgação do resultado vai atrasar?

Sim. Segundo o Inep, o resultado final das provas, inicialmente previsto para o dia 8 de janeiro, deve atrasar em cerca de um mês.

As universidades usarão o Enem mesmo assim?

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) anunciou que não utilizará as notas do exame, caso os resultados não estejam disponíveis até o dia 30 de novembro.

(Fonte: Guia do Estudante)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DICALEGAL: BIBLIOTECA ONLINE


Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
 ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
 e muito mais....

ESSE LUGAR EXISTE!!!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:


Só de literatura portuguesa são 732 obras!

APROVEITEM A DICA!!

LINGUAGENS: Exigências da vida moderna, by Luís Fernando Veríssimo


Haja fôlego !!!!!

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos
(que ninguém sabe bem o que é,
mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame,
nem vai perceber....
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. CAGANDO NÉ !!!
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFÍCIL!!!
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Dizer EU TE AMO
toda hora, ''ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!'',
isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia,
para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.
Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados...
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde)..
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos,
uma colherada de leite de magnésio.
Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para você...meu, já era. criança ocupa um tempo danado.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.
E já que vou, levo um jornal...

Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail!!! Aff...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

LINGUAGENS: LIVROS - A INTERNET VAI FAZÊ-LOS DESAPARECER?



Ao analisar a história do desenvolvimento da escrita e do conhecimento na humanudade, pode-se dizer que o livro é o suporte natural da literatura. Hoje em dia, pode-se ler um texto em nosso site preferido, assistir a um filme no DVD. Mas embora existam meios mais rápidos para transmissão de textos e obras literárias, o livro é considerado, por muitos, insubstituível. Vamos analisar os argumentos dessa tese. Há os que apontam o importante  papel "sentimental" que o objeto ganhou com o passar do tempo. Seu aspecto "material" (diferente da "virtualidade da Internet") permite que seja tocado, acariciado; é possível sentir seu calor e dentro dele pode-se guardar uma lágrima, com sugeriu o grande escritor português José Saramago.

O bibliófilo [colecionador de livros] José Mindlin formou uma das bibliotecas mais bonitas, extensas e interessantes do Brasil. Ele começou a colecionar livros aos 13 anos. Ele fala sobre sua paixão pelos livros na obra "Uma Vida entre Livros: Reencontros com o Tempo" (São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo/Companhia das Letras, 1997):

O amor ao livro e o hábito da leitura vêm de longe e constituem um dos interesses centrais de minha vida. Esses interesses poderiam ter sido atendidos sem que tivessem resultado numa biblioteca de proporções talvez excessivas, se eu me tivesse sempre limitado aos livros que conseguisse ler, comprando um livro de cada vez, e só comprando o seguinte depois de ter lido o anterior. Mas não foi o que aconteceu, e não creio que tenha acontecido a ninguém que eu conheça, e que realmente goste de livros.
O livro exerce uma atração multiforme, que vai muito além da leitura, embora esta seja um ponto de partida fundamental. Em primeiro lugar, existe sempre a ilusão de que se vai conseguir ler mais do que na realidade se consegue. Depois vem o desejo de ter à mão o maior número possível de obras de um autor de quem se gosta – já é o começo de uma coleção. Conseguido o conjunto, que sempre se quer o mais completo possível, surge o interesse pelas primeiras edições, geralmente raras, e a atração pelo livro como objeto, e também como objeto de arte, em que entra a qualidade do projeto gráfico, a ilustração, a diagramação, o papel, a tipografia, a encadernação; e aí já surge a busca da raridade.

O papel e o formato

O livro também é portátil. Você o leva aonde quiser. Guarda, empresta, esconde, dá de presente. O livro pode ser manuseado. Só depende de você preservá-lo ou deixá-lo deteriorar-se. O livro se deteriora porque é feito de matéria orgânica, que é o papel.

Será que o livro - esse objeto tão complexo, um dia vai desaparecer? Será que a tecnologia vai criar um substituto para ler e mudar nossos hábitos de leitura? O autor do texto abaixo acha que sim:


A atividade humana aumenta, numa progressão pasmosa. Já os homens de hoje são forçados a pensar e a executar, em um minuto, o que os seus avós pensavam e executavam em uma hora. A vida moderna é feita de relâmpagos no cérebro, e de rufos de febre no sangue. O livro está morrendo, justamente porque já pouca gente pode consagrar um dia todo, ou ainda uma hora toda, à leitura de cem páginas impressas sobre o mesmo assunto.


O autor deste texto é o grande poeta parnasiano Olavo Bilac. Estava preocupado com o fato de que o aparecimento do jornal e a possibilidade de inventarem o cinema pudesse fazer o livro desaparecer. Ele escreveu este texto em 1904 (publicado na "Revista Kosmos"). Faz mais de cem anos! Apesar de ter-se passado tanto tempo, parece que, por enquanto, o livro está bem vivo.
*Heidi Strecker é filósofa e educadora. (Fonte: Uol, Educação)

MINHAOPINIÃO: Após a leitura do texto acima, fica a resposta ainda na ponta da língua, ou ainda por sair do pensamento. Não saberemos. Será que o livro perderá espaço para o mundo virtual? Espero que não. Tenho prazer em portar um livro debaixo do braço, em minhas mãos, debaixo do travesseiro... Adoro os livros, os cheiros que emanam deles, suas marcas de manuseio, nossas impressões digitais... Digital somente os dedos em cada página.  Leitura e letras são partes de minha história. Sem eles minha vida seria incompleta, uma história sem final feliz...

DICALEGAL: SAIBA QUEM ADERIU AO ENEM EM MINAS GERAIS


Centro Universitário de Ciências Gerenciais da UMA União de Negócios e Administração - Faculdade de
Ciências Gerenciais (Belo Horizonte-MG)
Centro Universitário do Triângulo (Uberlândia-MG)
Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (Alfenas-MG)
Escola Federal de Engenharia de Itajubá - EFEI (Itajubá-MG)
Faculdade Batista de Minas Gerais (Belo Horizonte-MG)
Faculdade Cenecista de Varginha - FACECA (Varginha-MG)
Faculdade Cidade de Coromandel (Coromandel-MG)
Faculdade de Filosofia da Companhia de Jesus (Belo Horizonte-MG)
Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - FMTM (Uberaba-MG)
Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina (Diamantina-MG)
Faculdade Pitágoras de Turismo e Hotelaria de Montes Claros (-MG)
Faculdade Santa Marta (São Lourenço-MG)
Fundação de Ensino Superior de São João Del Rei - FUNREI (São João Del Rei-MG)
Instituto Cenecista de Ensino Superior de Unaí (Unaí-MG)
Universidade de Alfenas - UNIFENAS (Alfenas-MG)
Universidade de Uberaba (Uberaba-MG)
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES (Montes Claros-MG)
Universidade Federal de Lavras - UFLA (Lavras-MG)
Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP (Ouro Preto-MG)
Universidade Federal de Viçosa (Viçosa-MG)
Universidade Vale do Rio Verde (Três Corações-MG)

ATENÇÃO: É importante notar que a forma de aproveitamento da nota do Enem pode mudar de instituição para instituição. Quem está fazendo o Enem com o intuito de usar a nota em algum vestibular, deve se informar com a instituição para saber se a nota será aceita, e que procedimento deve ser tomado.

(Fonte: Folha Online)

LINGUAGEM NÃO-VERBAL

São pequenos gestos que podem mudar o amanhã de alguém especial.
De vez em quando há coisas bonitas que valem a pena partilhar.

NÃO BASTA APAGAR O FOGO...

Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália.



Essa é uma das imagens mais lindas que já vi. Olha a troca: olhar, gesto....maravilhoso! O universo é um, não importa se somos um monte de átomos que forma a espécie (animal) humana, vegetal, estelar..... O que nos faz maior ou menor é isso, esse gesto lindo que vem da chama divina que cada um possui mais ou menos acesa (alguns esquecem ou desconhecem que a possuem) dentro de si.

(Email que recebi de Cibeli Passos)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

LINGUAGENS: E AGORA, MESTRE GIZ?


Há duas décadas atrás, lá pelo final da década de 80, Mestre Giz reinava na escola e era a última palavra depois do livro didático. Tinha um enorme orgulho, aliás, de conhecer o livro didático, seu mestre, de cabo a rabo. Suas aulas eram impecáveis e se você perdesse uma delas na sexta série A, poderia assistir a mesma aula na sexta série B, pois Mestre Giz tinha uma aula tão “redondinha” que até as piadinhas eram perfeitamente encaixadas no contexto da aula. Absolutamente tudo sem imprevistos e nem improvisos.

Como que por mágica, Mestre Giz deu uma cochilada numa bela e preguiçosa tarde, logo depois do almoço, e viu-se transportado no tempo para uma década adiante, lá pelo final dos anos 90, na virada para 2000. Acordou babado e meio assustado com o que viu: uma sala cheia de computadores, com uma Internet meio capenga e dezenas de cadeados por todos os lugares possíveis. Era a escola tecnológica chegando.


Mestre Giz logo desconfiou daquela parafernália toda e concordou de imediato com a gestão da escola de que era preciso colocar muitos cadeados nas portas e impedir os mortais comuns de mexerem naquelas coisas, evitando assim quebrá-las. Também concordou que seria preciso muito treinamento, formação e projetos inovadores nos próximos anos para que se pudessem usar aquelas coisas e, acima de tudo, era preciso saber para que se usariam aquelas coisas. Se era para ensinar, ele não precisava, pois já sabia fazer isso.

Dias, semanas, meses e anos se passaram e os alunos revoltosos continuavam querendo usar aquelas maquininhas. Mas para quê? Mestre Giz até foi obrigado a fazer um curso sobre como usar um tal de Word e outro Excel, mas já havia esquecido tudo e, além disso, ele não precisava realmente daquilo. Alguns colegas, até mais velhos do que ele, já tinham computadores em sua casa e os usavam, até para “surfar” na Internet, e ele mesmo já havia comprado um para sua filha, mas na escola as coisas eram diferentes porque faltava alguma coisa a mais para poder usar os computadores: faltava um motivo!

Certa vez um professor metido a diferente levou a classe até a Sala de Informática, mas quebrou a cara porque os computadores estavam muito velhos e desatualizados e a Internet nem funcionava em alguns computadores. Além disso, os alunos usavam as Lan Houses do bairro e dispunham de máquinas muito melhores em suas próprias casas. Mestre Giz não pôde esconder um certo sorriso de satisfação ao ver comprovada a sua tese de que aquelas maquininhas eram mesmo inúteis na escola.

Como o tempo é o grande carrasco das verdades absolutas, um dia aquele professor teimoso, de tanto teimar, conseguiu fazer algo dar certo na Sala de Informática. Não foi nada de muito sofisticado, apenas uma pesquisa rápida na Internet e um texto, digitado naquele tal de Word. Pura perda de tempo, concluiu logo Mestre Giz. A cena se repetiu outras vezes e até mesmo com outros professores, mas a grande pergunta de Mestre Giz continuava sem resposta: e para que EU preciso disso?

Hoje cedo Mestre Giz levantou da cama pelo mesmo lado que sempre levanta, pisou com o pé direito primeiro, como sempre, e tomou seu café com leite e pão com manteiga antes de ir para a escola. Escola que, aliás, parece cada dia pior. Os alunos já não têm mais tanto respeito como antes e nem demonstram muito interesse pelas suas aulas que, à propósito, continuam “redondinhas” como há duas décadas! “Azar o deles”, sentencia Mestre Giz.

Alguns colegas professores andam com notebooks ao invés de cadernos, e usam um tal de data-show de vez em quando, ao invés do projetor de slides. Parece que é melhor, mas dá muito trabalho fazer alguma coisa no computador para depois ter que usar o notebook da escola e o data-show e, além disso, não há ninguém na escola para fazer toda essa montagem para os professores. Os professores têm que, eles mesmos, colocarem as imagens no computador e ligar tudo no data-show. Assim fica muito difícil, conclui para si mesmo Mestre Giz, com um certo ar de espanto com aqueles professores que conseguem fazer essas coisas sozinhos e sem cursos ou formações especiais.

Na hora do intervalo, Mestre Giz fez as contas para sua aposentadoria e descobriu que agora falta pouco. Ainda bem, pensou ele, afinal a escola mudou muito e está cada dia mais difícil ensinar. Ele tem pena desses professores mais novos que são obrigados a usarem computadores, Internet, data-show, DVD e outras porcarias para poderem ensinar suas disciplinas. Ele nunca precisou de nada disso. É pena também que os alunos não saibam dar o merecido valor às suas aulas e não entendam que ele já sabe tudo o que os alunos precisam saber. É pena que a juventude ache que pode escolher o que aprender só porque tem uma tal de Internet e que passem tanto tempo nos computadores ao invés de estarem mergulhados nos livros.

Quando estava saindo para o almoço uma aluna lhe perguntou se não podia entregar em um CDROM a pesquisa que ele passou como tarefa, ou mandar por e-mail. É claro que ele respondeu que não. E como esses alunos estão a cada dia mais atrevidos, a garota lhe perguntou com a maior inocência “porque não?”.

Sacando como sempre de sua arma mais poderosa, a razão, Mestre Giz disparou na aluna o mesmo petardo que vem disparando há duas décadas em todos aqueles que lhes questionam o porquê dele simplesmente se negar a usar as novas tecnologias na educação: “Ora, minha cara, eu não preciso de nada disso para lhe ensinar minha matéria”. Mas, desta vez, ao invés do silêncio que costuma receber em resposta, a garota, atrevida que é, parece que resolveu retrucar com algo que até então Mestre Giz ainda não havia compreendido muito bem: “Eu sei que VOCÊ não precisa, professor, mas EU preciso e PRECISAREI A VIDA TODA. Porque não posso usar então?”.

E agora, Mestre Giz?

(*) Este texto é uma fábula. Ele é totalmente fictício. Mestre Giz, ou professores que acreditam que não precisam usar as novas tecnologias na escola porque são capazes de ensinar sem elas e que desconhecem a necessidade que os alunos têm de aprender com elas, são personagens inexistentes na vida real. Qualquer semelhança entre os personagens dessa fábula e a realidade cotidiana de uma escola é mero fruto da sua própria imaginação.




Texto de autoria de José Carlos Antônio (http://professordigital.wordpress.com/)

LINGUAGENS: O ESTUDANTE DO FUTURO, by Gabriel Perissé


O estudante do futuro é todo aquele que desenvolve a capacidade de descobrir, com entusiasmo crescente, novos aspectos da realidade.

O estudante do futuro afasta de si o tédio, esta sensação imobilizadora. Porque o entediado não entende, e não consegue estender um dedo em direção ao conhecimento.

O estudante do futuro considera tudo interessante porque ele mesmo se tornou uma pessoa interessada.

O estudante do futuro é, por definição, adepto da estudiosidade, virtude de quem não precisa ser obrigado a mergulhar nos livros, a ouvir palestras, a assistir a filmes e peças de teatro com olhos (e ouvidos) de quem observa e absorve novas lições.

Studium, em latim, é dedicação, gosto, amor. Studium fallens laborem: o verdadeiro trabalho de estudar é tão apaixonante que o estudante estudioso não sente o menor cansaço.

O estudante do futuro larga as mãos do mestre que o ensinou a andar, pois descobriu que pode andar sozinho, correr veloz, voar mais alto.

O estudante do futuro sabe que muitos colegas seus andam presos, não saem do lugar em que foram plantados, estão sem horizontes. Por isso, decidiu olhar com olhos de ver, ouvir com ouvidos de escutar, falar com palavras pensantes, ler com a ousadia da imaginação, escrever com idéias vivas.

O estudante do futuro abre caminhos com a força dos seus passos. Não tem medo de errar, porque aprendeu que errar é mais do que humano, é humaníssimo, é condição para acertar com precisão, vencer com humildade, progredir com inteligência, opor-se à mediocridade, essa "amiga" que nos espera sempre de braços abertos.

Aprender é ter a coragem de saltar para a luz, de olhos abertos.

O estudante do futuro prefere a incômoda sensação de que não sabe, para, aprendendo, experimentar a deliciosa certeza de que ainda não sabia.

O estudante do futuro deseja aprender não apenas o caminho das pedras, mas a beleza das pedras que fazem existir todos os caminhos.
Seu modo de ir à escola, de estar na faculdade, de freqüentar um curso qualquer, de participar de um congresso nada tem de escravo, de rotineiro. E ele exige professores que inspirem confiança, que lhe despertem a convicção de que é possível chegarmos a ser deuses.

O estudante do futuro não perde tempo porque, estudando, não sente o tempo passar.

O estudante do futuro já chegou lá.



LINGUAGENS: PÉROLAS DO ENEM/2009


O tema da redação do Enem 2009 foi Aquecimento Global, e como acontece todo ano, não faltaram preciosidades. Lá vão:

1) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta."(percussão e estalos... vai ficar animado o negócio...)
2) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (boa...)
3) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta." (estamos juntos nessa, companheiro, mais juntos, impossível...)
4) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (e na velocidade 10!)
5) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento destrói a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição...)
6) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é a lei...)
7) "Espero que o desmatamento seja instinto." (muito selvagem...)
8) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo."(isso verdadeiro milagre da vida...)
9) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (também fiquei emocionado com essa...aff)
10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável.. eta...)
11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves?)
12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém!)
13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?...)
14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica, ué!)
15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor!)
16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões... ui!)
17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela Amazônia." (o quê?)
18) "Paremos e reflitemos." (beleza...)
19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo nessas horas?)
20) "Retirada claudestina de árvores." (caraulio!!!)
21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana...)
22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell? Conhecem?)
23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)
24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras... é isso aí...)
25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "maior enchedor de lingüiça"...)
26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação."(NÃO! NÃO! NÃO!)
27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática...)
28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (os governantes devem estar tomando muito RedBull... )
29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório" (vixi!!)
30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (ufa!!)
31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (deve ser a globalização...)
32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (ai, zizus!!!)
33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)
34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (wow, God!)
35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários?)